Leia e apaixone-se!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Como nasceu o livro "O FEIJÃOZINHO FALANTE"




"O Feijãozinho Falante" é o sexto livro da autora Janice de Bittencourt Pavan.
O lançamento do livro “O Feijãozinho Falante” foi, sem dúvida, um encontro com a palavra e a inspiração! Um encontro de amizade, de companheirismo e apoio à leitura,quando familiares, amigos e colegas da literatura fizeram-se presentes para prestigiar mais uma vez o projeto, desfilando alegrias pela realização e pela certeza de que a amizade existe e salutar é o seu convívio.
Numa quarta feira, dia 21 de março de 2012, fica registrado no calendário, o nascimento de mais um filhinho literário e o agradecimento a todos que lá estiveram para prestigiar o fruto.

Uma gestação que começou há quatro anos,depois do lançamento do Livro “Paixão Mulher”.

Ao ler uma redação escrita por minha filhinha Larissa, cuja mensagem me emocionou e que me remeteu à vida moderna, atropelada, violentada pelo desamor, julguei oportuno escrever um conto que viesse reforçar a intenção de amor que havia no texto de minha filha.

Resolvi ser a própria personagem e plantei um feijãozinho, acompanhei-o, cuidando e desenhando o que ele tinha a me dar em imagem. Gostei, do que vi e do que escrevi.

Ao terminá-lo, julguei importante passar aos leitores o conto que ganhou feitura com mãos, mente e coração.

Mas... Era necessário consultar os meus gurus. Primeiro, o marido, os filhos, então, já crescidos, que aprovaram unanimemente... Depois uma profissional que tivesse o feeling do conhecimento em psicologia ou pedagogia. Recebi a vista de uma colega escritora e pedagoga Shelley Cecatto, a quem mostrei o projeto: ficou encantada. Procurei a Psicóloga e Escritora Onete Ramos Santiago que muito gentilmente me recebeu em sua casa e, pra minha surpresa, aprovou e prefaciou o livro. Recebi a visita de uma grande amiga, Marilza Goulart, profissional em Botânica, que me deu dicas e se emocionou com o tema.

Havia mergulhado noutro procedimento. Numa teimosia gostosa apeguei-me com um caderno de desenho, uma caixa de lápis de 12 cores, com lápis preto e borracha fui rabiscando, pesquisando movimentos, olhando em minhas próprias mãos, o próprio feijãozinho que se desenvolvia no algodão, na terra... Enfim, um verdadeiro aprendizado, ou melhor, um voltar às salas de aula quando, com os alunos, fazia desenhos no quadro, nos dias de comemoração ou de aulas de religião.

Precisei tomar aulas de informática para aperfeiçoar meus propósitos. Ana Lúcia Gil, minha professora de informática, ajudou-me neste processo.

Mas... O perfeccionismo me arranha e exige mais. Era necessário limpar os rabiscos que minha visão veterana não conseguia alcançar. Aventurei-me no adobe fhotoshop, ferramenta que limpa as imagens e no corew, com que pude conhecer mais um jeito bonito de alinhar as páginas. Foi longa a empreitada, mas valeu a pena porque aprendi que precisamos sempre aprender, que o mundo nos oferece ferramentas e temos o dever e o direito de fazermos uso delas, com ou sem sacrifício. Tempo e dinheiro. O tempo a gente tira; o dinheiro, a gente corre atrás. Não é fácil. Mas não é impossível.

Quando o boneco estava “pronto” enviei à gráfica Nova Letra, que me enviou uma cópia para apreciação. Mostrei à minha filha Larissa, outra profissional, design gráfico, que se admirou com o resultado da força tarefa e deu uma arte final à capa e à contracapa. Esta que aí está lindona! Maravilhosa! Amei. E sei que não há quem não o considere. Risos.

E assim nasceu “O Feijãozinho Falante”, com trinta ilustrações e trinta páginas de mensagem positiva, redentoras do amor, do cuidado, da valorização, do ser vivo e da importância de se fazer bem feito na trajetória do viver.

Espero que eu tenha conseguido passar a vocês, através da figura do feijãozinho, a mesma intenção de amor que colhi com o texto de minha filha Larissa Elena.

Outro personagem surgiu, o pai, meu marido Nelson, que ao observar o empenho da escritora durante a experiência, fazia uma observação sempre usando uma palavra com terminal “ante”. Resolvi colocá-lo no conto.

Contos que surgem de várias maneiras e tem muitas fontes.

“O Feijãozinho Falante” surgiu assim: com uma redação de uma menina que tinha um enorme amor no coração e de uma mãe, professora, atenta aos trabalhos da filha. E assim...

Deixo a você, caro amigo, leitor e colega da Literatura mais uma semente plantada. Que ela dê flores e frutos!

Alonguei-me, pois, é importante homenagear aqueles que contribuíram com o processo da edição. E deixar um abraço muito forte a você, leitor, personagem imprescindível na linda tarefa de ler, compreender e repassar a mensagem.











segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Quero























Eu quero morar no campo
Ter uma vida vadia
Ficar deitada na rede
Curtir o perfume das flores
Olhar as nuvens dançando
Curtir os pássaros de dia
Dar mil beijinhos em meu querido



















Falar de coisas bem simples
Eu quero um tempo de preguiça
Uma hora feliz sem atropelo
Só pra ler todos os livros
E escrever muitos outros
Só pra ver se eu me encontro
Só para ver se eu sou eu


















Eu quero esquecer o relógio
Trocar idéias com os filhos
Ter bem mais perto meus manos
Eu quero abraçar meus amigos
Dar mim beijos em meu marido
Eu quero ter um tempo pra mim
E ser mais tranquila, enfim.

Poema de Janice de Bittencourt Pavan

Em 12/12/2011




Mensagem de Natal de Janice para você


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Viagem a Europa II - Espanha





Viagem a Europa - Três primeiros dias em Portugal




Adyva, Celívio, Nelson e Janice almoçando em Guarulhos-SP.
 Um sonho realizado: Viagem a Paris.
Saúde, tempo e dinheiro: ingredientes indispensáveis para tal aventura.
Depois de certo labutar, correr atrás do prejuízo, investir na educação dos filhos, em causas sociais, chegar à aposentadoria ou atingir a melhor idade ou quando se tira férias porque é hora de pensar em si, com saúde e dinheiro, por que não?
Sempre digo que a vida nos oferece várias fases e todas elas têm seu encanto. Cabe a nós usufruí-las de forma tranquila, em cada tempo ter a serenidade de escolher a hora certa pra tudo. Conosco não foi diferente. Depois de filhos crescidos, orientados, antes que as pernas fraquejem de vez, ou a cabeça não ande tão bem em sintonia com o corpo, fizemos a viagem do nosso sonho. Ou, melhor, do meu sonho, pois meu marido me acompanhou, embarcou nesta aventura acolhendo meu desejo.
Não fosse, entretanto, o empurrão de nossos filhos Eduardo, Gustavo e Larissa,com um crédito de 1/5 da viagem, presente de natal, e um convite de nossos vizinhos, Adyva e Celívio, não teríamos ido.
Lá chegando, senti uma forte emoção, não por realização, mas por saudades. Tive um “déjà vu” em muitos ambientes dos três países, impossibilitando o recuo das lágrimas.
Tirando o cansaço, o roteiro rico, agenda corrida, a viagem foi maravilhosa. Dias de sol, noites de luar, temperatura agradável pra calor.
Não imaginei que um dia pudesse ver originais de Velásquez, de El Grecco, de Miguelangelo, de Leonardo da Vinci, de Toulouse Lautrec, de Goya, Rembrandt, Rubens, Antonio Canova, Ticiano e outros. Ver palácios e ouvir histórias tão ricas de séculos passados no próprio ambiente de origem. Sentir a fibração nos corredores da história de tantas vidas, famosas ou não, de tanto luxo, de tanta miséria, com tamanha ostentação, luxúria, promiscuidade e ao mesmo tempo meditação, talento, expiação e costumes tão diferentes nos primórdios da civilização e que tanto chocam ou encantam o mundo nosso da modernidade.
Valeu a pena o cansaço, o corre-corre, a estranheza na alimentação, porque nossa memória está impregnada de imagens inesquecíveis, que assim ficará, até por toda este meio século de vida que nos resta. Positivamente pensando.
Tentarei resumir com fotos para que você viaje comigo.

 



Praça do Comércio.
   





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Tem mais, Espanha  e França. Aguarde. 
  

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Chuva e Lágrima





Chove chuva chata!

E encharca minh’alma

tão cheia de dor.



Chove chuva sentida!

Qual alma dorida:

Ausência de amor.



(Coração magoado

com telhado de vidro

e vidraça de lágrimas...)



Meu corpo cansado

libera minh’alma

à procura de alguém.



Mas que chuva danada!

Chora tanto na estrada,

Que minh’alma molhada,

não encontra ninguém.


de Janice de Bittencourt Pavan

do livro Paixão-Mulher - pág. 47.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Socorro




Diga-me, urgentemente,
Uma frase convincente
Que me desperte “esperança”!...
Penso... Penso... Não encontro.

Descubra da chave o segredo
Para tirar-me o medo!...

“Quero viver... Sou criança”...
Fico triste... Não encontro...
Por favor! Abra os arquivos
(com seus prazos já vencidos)
Da burocracia, das Leis...
Como demoram!...Onde estão? Não sei...


Agilize! Mande-me, a jato, uma vacina,
Um antídoto, um veneno estricnina,
Contra o mal, de uma só vez.


Não é culpa minha, nem tua;
Não é nossa; não é deles...
Não é do sistema, nem do crítico,


Do legislador ou do político...
É de Pôncio Pilatos, talvez?...
Ou, então, manda uma bomba atômica


Cheia de sementes “branquinhas”
Para queimar as ervas daninhas:
Da incompetência e da injustiça,
Da ganância e da preguiça,
Da corrupção e da impunidade.


Uma bomba milagrosa
Que contamine as cidades
Com efeitos de esperança,
De dignidade às crianças,
Da juventude à maioridade.


Socorro!!!...
Meu coração está pedindo
Um estimulante energético
De vergonha nacional.


Não sei a quem endereçar,
pois a esperança não está;
Não tem sequer endereço.

Quem sabe, no centro da terra
Haja uma fonte que prospera,
Que guarde a semente do bem,
Da felicidade sem preço!?...




Poema de Janice de Bittencourt Pavan
Em 17 de junho de 2009.




quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Casarão


Criamos os filhos
como canção em estribilho;
com pranto ou sem dor,
guiamos com amor.
Cresceram saudáveis,
tranquilos,contentes.
Aprenderam com a gente
e aprendemos com eles.
De repente...
A casa vazia!
Formou-se a Maria,
Casou-se o João
e Pedro não via
A hora de ser calouro;
com alegria e choro
foi pra outra cidade
frequentar Faculdade.
Lá se foi a Maria!...
Lá se foi o João!...
E Pedro? “Meu filho querido
do meu coração”...
Como é a Maria.
Como é o João.
E a casa vazia,
Sem a companhia,
Com pouca alegria
Virou casarão!

Escrito em 20/05/90.
Poema de Janice de Bittencourt Pavan,
do Livro Amor- Criança - pág.84.